terça-feira, dezembro 11, 2018

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Virtualmente N.º 3
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 Maio 2014



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Data qua 10-21-2015 @ 09:14
Autor Élia Freitas
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Noticias

Autor do mês de Novembro - 7 de novembro de 2018

 

 Sophia de Mello Breyner Andresen

 

              

                                  
Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) foi uma das mais importantes poetisas portuguesas contemporâneas. Foi a primeira mulher a receber o Prémio Camões, o maior prémio literário da língua portuguesa.

 
Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) nasceu na cidade do Porto, Portugal, no dia 6 de novembro de 1919. De família aristocrática era filha de João Herique Andresen e Maria Amélia de Mello Breyner e neta do proprietário da Quinta do Campo Alegre, hoje Jardim Botânico do Porto. Sua mãe era neta do Conde Henrique de Burnay e filha do Conde de Mafra. Estudou Filosofia Clássica na Universidade de Lisboa, entre 1936 e 1939, sem concluir o curso. Participou de movimentos universitários. Em 1940 publicou seus primeiros versos nos “Cadernos de Poesia”.
 
A partir de 1944 se dedica-se à literatura, nesse mesmo ano escreve diversas poesias, entre elas, “O Jardim e a Casa”, “Casa Branca”, “O Jardim Perdido” e “Jardim e a Noite”, obras que recordam sua infância e juventude. Em 1946 casou-se com o jornalista, advogado e político Francisco Souza Tavares e muda-se par Lisboa. O casal teve cinco filhos, que a motivaram a escrever contos infantis, entre eles, “A Menina do Mar” (1961) e “A Fada Oriana” (1964). Nesse mesmo ano recebeu o Prêmio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores pela obra “Livro Sexto” (1962).
 
Sophia de Mello Breyner participou ativamente da oposição ao Estado Novo. Foi candidata pela oposição Democrática nas eleições legislativas de 1968. Foi sócia fundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos. Após a Revolução de abril de 1974 foi candidata à Assembleia Constituinte pelo Partido Socialista em 1975.
 
Sophia foi contemporânea dos poetas Eugênio de Andrade, Jorge de Sena, entre outros. Sua obra soa muitas vezes como uma voz de liberdade. Denota também uma sólida cultura clássica, onde se observa sua paixão pela cultura grega. Alguns temas são constantes em suas obras, como a “natureza”, “a cidade”, “o tempo” e “o mar”. Sua importante obra para crianças tornou-se um clássico da literatura infantil em Portugal, marcando várias gerações.
 
Autora de diversos livros de poesia escreveu também contos, artigos, ensaios e peça teatral. Traduziu para o português as obras de Eurípedes, Shakespeare, Dante e Claudel. Para o francês traduziu Camões, Mário Sá-Carneiro, Cesário Verde, Fernando Pessoa, entre outros.
 
Sophia de Mello Breyner recebeu diversos prêmios e honrarias, entre eles, o título Honoris Causa, em 1998, pela Universidade de Aveiro, o Prêmio Camões (1999), o Prêmio de Poesia Max Jacob (2001) e o Prêmio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana em 2003.
 
Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu em Lisboa, no dia 2 de julho de 2004. Desde 2005 seus poemas foram colocados em exposição permanente no Oceanário de Lisboa.
 

Outubro: Mês Internacional das Bibliotecas Escolares - 23 de outubro de 2018

SEMANA DA BIBLIOTECA ESCOLAR

 

                                       

Para comemorar esta data a Biblioteca da nossa Escola dedicou uma semana de atividades
relacionadas com o referido tema. 

23 de Outubro: Divulgação da Biblioteca da  nossa Escola no Hall de entrada para toda a comunidade educativa.

24 de Outubro: Palestra sobre hábitos de leitura. "Nos Menadros da Leitura"    
com a Dra. Leda Pestana.

Durante estes dias inclusive o dia 25 de Outubro, decorre a apresentação de um Power Point sobre as atividades desenvolvidas na Biblioteca ao longo do Ano Letivo 2017/ 2018

                                                    

                    

"A LEITURA ABRE AS JANELAS DO CONHECIMENTO DESPERTANDO A SABEDORIA"

 

Implantacão da República Portuguesa - 9 de outubro de 2018

                             A revolução da Republica Portuguesa de 1910

 

                     

 
A revolução de 5 de Outubro de 1910 teve início na madrugada do dia anterior, em Lisboa, sendo a primeira grande revolução portuguesa do século XX. Os membros do exército e da marinha, alguns dirigentes civis e populares armados foram os principais grupos conspiradores da revolução. 
 
Após resistência, confrontos militares e uma primeira tentativa a 31 de Janeiro de 1891, no Porto, a República saiu vitoriosa devido à má organização do exército monárquico. Foi na manhã de 5 de Outubro de 1910 que José Relvas anunciou a queda da Monarquia e proclamou a República, na varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Foi anunciada a criação de um Governo Provisório, por parte dos republicanos, presidido pelo Dr. Teófilo Braga, até à aprovação da nova Constituição (1911) e eleição do primeiro presidente da República (Manuel de Arriaga). Os símbolos da República Portuguesa – aprovados pelo Governo Provisório – passaram a ser o Hino Nacional (“A Portuguesa”) a Bandeira vermelha e verde substituindo a azul e branca adoptada na monarquia e a nova moeda (Escudo). A 1.ª República manteve-se até ao ano de 1926 quando se iniciou uma ditadura militar.
 
Dadas as ocorrências da revolução, a família real foi obrigada a partir para o exílio, em Inglaterra. 
 
O regicídio
 
O regicídio foi uma das causas que levou à implantação da República, dando-se a 1 de Fevereiro de 1908. Neste atentado foram mortos o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro (Luís Filipe), tendo sucedido o seu filho mais novo, D. Manuel II, com apenas 18 anos. Nesta altura o Governo era chefiado por João Franco. 
 
Causas
 
A queda da Monarquia teve várias causas, entre ela as principais foram:
 
· O descontentamento da população, pois os pobres empobreciam cada vez mais, a burguesia enriquecia, a família real gastavam muito dinheiro do reino e os governos da monarquia não conseguiam resolver a situação;
 
· A questão do Ultimato Inglês foi outra das causas, pois a população nunca perdoou o facto de se terem perdido tantas pessoas em terras africanas e estas serem cedidas tão facilmente à Inglaterra;
 
· A acção do Partido Republicano, pois publicitaram as suas ideias em revistas e jornais, para além de terem tentado impô-las a 31 de Janeiro de 1891.  
 
· O regicídio, devido ao governo de João Franco e consequentes manifestações populares, que deixaram o país numa situação ainda mais complicada e com um rei de apenas 18 anos de idade (D. Manuel II).
 
Consequências
 
Com a Implantação da República ocorreram grandes alterações.
 
1. Criou-se a 1.ª Constituição Republicana (aprovada a 19 de Agosto de 1911), onde se destacava a importância do Parlamento que era eleito pelo povo de 3 em 3 anos e a quem competia fazer as leis e eleger ou demitir o Presidente da República.
 
2. Criaram-se novas leis e reformas, tais como:
 
· Educativas – com a intenção de alfabetizar a população, foi criado o ensino infantil (4 a 7 anos), o ensino primário tornou-se obrigatório e gratuito (7 a 10 anos), construíram-se novos liceus e criaram-se escolas técnicas (industriais, agrícolas e comerciais), para além das Universidades de Lisboa e Porto.
 
· Sociais – foram criadas leis de igualdade de direitos, instituído o divórcio e protecção tanto na velhice como na doença.
 
· Financeiras – tentativas de acabar com o défice, com resultados apenas em 1913 após restrições de despesas.  
 
· Protecção ao trabalhador – foi estabelecido o direito à greve, um dia de descanso semanal, um horário de 48 horas semanais para a maior parte dos trabalhadores ou 42 horas para bancários e empregados de escritório, criaram-se sindicatos e exigiu-se um seguro social aos trabalhadores.
 
· Laicização do estado – consiste na nacionalização dos bens da Igreja, interdição ao ensino religioso em escolas públicas e criação do registo civil obrigatório (nascimentos, matrimónios ou falecimentos).
 
 
 

Autor do mês de Outubro - 1 de outubro de 2018

                                                      Virginia Woolf

Nascida a 25 de Janeiro de 1882, no bairro londrino de Kensington, Virginia Stephen (nome de solteira) passou a infância numa mansão com os três irmãos, e tratada por sete criados.Virginia começa a escrever muito cedo, e com nove anos produz para uso da família, um jornal a que dá o título de Hyde Park Gate News. Dedicou-se a essa atividade por toda a sua vida.Além de romances, escreveu contos e muitas resenhas e ensaios críticos, distribuídos por diversas publicações periódicas.
Depois do falecimento de sua mãe, em 1895, Virginia teve seu primeiro colapso nervoso, que seria o precursor de várias perturbações psicológicas que a acompanhariam durante sua vida (inclusive transcrevendo-as para uma de suas obras, Mrs Dalloway).
Entre 1905 e 1907, lecionou redação e história em uma instituição de ensino noturno destinada a pessoas da classe operária. Em 1910 trabalha endereçando envelopes para a campanha em favor do voto feminino. Virginia foi, durante toda a vida, defensora da emancipação feminina, registrando suas ideias a respeito do assunto em dois livros de ensaios: A Room of One’s Own (Um quarto só seu) e Three Guineas (Três guinéus).
Em 1907 começou a trabalhar em seu primeiro romance, The Voyage Out (A Viagem), que só foi efetivamente publicado em 1915.

Em 1912 casou-se com Leonard Woolf, que acabara de chegar do Ceilão (que hoje é o Sri Lanka), onde trabalhou como funcionário da administração colonial.
Permaneceu casada com Leonard por toda a vida, e em 1917 funda com sua ajuda uma editora a Hogarth Press, que a partir de então passou a editar os livros do casal e muitos outros títulos importantes, incluindo a tradução britânica da obra de Freud.

Passa por inúmeras fases criativas, mesmo em meio a suas constantes perturbações, publicando inúmeras obras.

Em Outubro de 1928 Virginia deu conferências nas duas únicas faculdades da Universidade de Cambridge dedicadas à educação feminina (Newnham e Girton), que estão na essência de seu livro A Room of One’s Own, de 1929. Este livro trata da discriminação da mulher na sociedade e na literatura.

Em 1932 começou a escrever o último romance que publicou em vida, The Years (Os anos).

Os problemas de saúde de Virginia se agravaram de forma exponencial, e em 27 de Março de 1941 o casal viajou para outra cidade, a fim de conseguir uma consulta médica.No dia 28 Virginia sai de casa, deixando um bilhete para o marido.

No dia 18 de Abril seu corpo foi encontrado por algumas crianças, à beira do Rio Ouse. Estava com cinquenta e nove anos. No dia 21 de Abril realizou-se a cerimônia de cremação do corpo de Virginia Woolf, sendo o único a estar presente seu eterno companheiro Leonard Woolf, com quem viveu feliz por tantos anos quanto lhe foi possível.

 

 

ANO LETIVO 2018/219 - 17 de setembro de 2018

                             INICIAMOS MAIS UM ANO LETIVO

Mais um ano letivo se inicia, novos trabalhos encontros e reencontros acontecem. Alguns pela primeira vez neste espaço com a chegada dos nossos alunos que passam a frequentar a nossa escola, iniciando pela primeira vez o 5.º ano de escolaridade. Bem vindos a todos... Vamos assim dar inicio ao trabalho. Novos conhecimentos, troca de ideias e experiências, todos juntos trabalhando fazemos a diferença, lado a lado todos os dias, crescemos juntos. Todos e cada um orientam-se para conseguir realizar os seus objetivos. Desejo a todos muito sucesso. Sejam felizes❤️ BOM ANO 

 

                    

 

Autor do mês Setembro - 17 de setembro de 2018

    MIA COUTO

       

                                       [Professor, Biólogo, Poeta e Escritor Moçambicano]

Mia Couto, de seu nome completo António Emílio Leite Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi jornalista. É professor, biólogo, e escritor.
Filho de portugueses que emigraram para Moçambique em meados do século XX, Mia nasceu e foi escolarizado na Beira. Com catorze anos de idade, teve alguns poemas publicados no jornal Notícias da Beira e três anos depois, em 1971, mudou-se para a cidade capital Lourenço Marques (agora Maputo). 
Iniciou os estudos universitários em medicina, mas abandonou esta área no princípio do terceiro ano, passando a exercer a profissão de jornalista depois do 25 de Abril de 1974. 
Trabalhou na Tribuna até à destruição das suas instalações em Setembro de 1975, por colonos que se opunham à independência.
Foi nomeado diretor da Agência de Informação de Moçambique (AIM) e formou ligações de correspondentes entre as províncias moçambicanas durante o tempo da guerra de libertação. A seguir trabalhou como diretor da revista Tempo até 1981 e continuou a carreira no jornal Notícias até 1985. Em 1983, publicou o seu primeiro livro de poesia, Raiz de Orvalho, que inclui poemas contra a propaganda marxista militante. Dois anos depois, demitiu-se da posição de diretor para continuar os estudos universitários na área de biologia.
Além de considerado um dos escritores mais importantes de Moçambique, é o escritor moçambicano mais traduzido. Em muitas das suas obras, Mia Couto tenta recriar a língua portuguesa com uma influência moçambicana, utilizando o léxico de várias regiões do país e produzindo um novo modelo de narrativa africana. Terra Sonâmbula, o seu primeiro romance, publicado em 1992, ganhou o Premio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995 e foi considerado um dos doze melhores livros africanos do século XX por um júri criado pela Feira do Livro do Zimbabué. Em 2007, foi entrevistado pela revista Isto É. Foi fundador de uma empresa de estudos ambientais da qual é colaborador. 
Muitos dos seus livros são publicados em mais de 22 países e traduzidos em várias línguas.
 

 

 

  


CREM - Centro de Recursos Educativos e Multimédia