domingo, outubro 21, 2018

Horário de funcionamento

A biblioteca encontra-se aberta todos os dias úteis no seguinte horário:

  • 8:00h -18:00h
  • 19:00h - 21:30m

 Equipa técnica

  • Leonardo Fernandes (Técnico Superior)
  • Luísa Sardinha (Técnica Superior)
  • Lucilina Ferreira (Assistente Técnica)

Jornal Escola

Minimizar

Selecione no menu Categorias, por ano letivo, para conhecer as várias edições do Jornal Escolar “Virtualmente”.

Procurar
Virtualmente N.º 3
Thumbnail

 Maio 2014



Tamanho 3311 K
Downloads 23
Data qua 10-21-2015 @ 09:14
Autor Élia Freitas
Email
    DESCARREGAR

< ANT  1 de 3  SEG >

Noticias

Implantacão da república Portuguesa - 9 de outubro de 2018

                             A revolução da Republica Portigiesa de 1910

 

                     

 
A revolução de 5 de Outubro de 1910 teve início na madrugada do dia anterior, em Lisboa, sendo a primeira grande revolução portuguesa do século XX. Os membros do exército e da marinha, alguns dirigentes civis e populares armados foram os principais grupos conspiradores da revolução. 
 
Após resistência, confrontos militares e uma primeira tentativa a 31 de Janeiro de 1891, no Porto, a República saiu vitoriosa devido à má organização do exército monárquico. Foi na manhã de 5 de Outubro de 1910 que José Relvas anunciou a queda da Monarquia e proclamou a República, na varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Foi anunciada a criação de um Governo Provisório, por parte dos republicanos, presidido pelo Dr. Teófilo Braga, até à aprovação da nova Constituição (1911) e eleição do primeiro presidente da República (Manuel de Arriaga). Os símbolos da República Portuguesa – aprovados pelo Governo Provisório – passaram a ser o Hino Nacional (“A Portuguesa”) a Bandeira vermelha e verde substituindo a azul e branca adoptada na monarquia e a nova moeda (Escudo). A 1.ª República manteve-se até ao ano de 1926 quando se iniciou uma ditadura militar.
 
Dadas as ocorrências da revolução, a família real foi obrigada a partir para o exílio, em Inglaterra. 
 
O regicídio
 
O regicídio foi uma das causas que levou à implantação da República, dando-se a 1 de Fevereiro de 1908. Neste atentado foram mortos o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro (Luís Filipe), tendo sucedido o seu filho mais novo, D. Manuel II, com apenas 18 anos. Nesta altura o Governo era chefiado por João Franco. 
 
Causas
 
A queda da Monarquia teve várias causas, entre ela as principais foram:
 
· O descontentamento da população, pois os pobres empobreciam cada vez mais, a burguesia enriquecia, a família real gastavam muito dinheiro do reino e os governos da monarquia não conseguiam resolver a situação;
 
· A questão do Ultimato Inglês foi outra das causas, pois a população nunca perdoou o facto de se terem perdido tantas pessoas em terras africanas e estas serem cedidas tão facilmente à Inglaterra;
 
· A acção do Partido Republicano, pois publicitaram as suas ideias em revistas e jornais, para além de terem tentado impô-las a 31 de Janeiro de 1891.  
 
· O regicídio, devido ao governo de João Franco e consequentes manifestações populares, que deixaram o país numa situação ainda mais complicada e com um rei de apenas 18 anos de idade (D. Manuel II).
 
Consequências
 
Com a Implantação da República ocorreram grandes alterações.
 
1. Criou-se a 1.ª Constituição Republicana (aprovada a 19 de Agosto de 1911), onde se destacava a importância do Parlamento que era eleito pelo povo de 3 em 3 anos e a quem competia fazer as leis e eleger ou demitir o Presidente da República.
 
2. Criaram-se novas leis e reformas, tais como:
 
· Educativas – com a intenção de alfabetizar a população, foi criado o ensino infantil (4 a 7 anos), o ensino primário tornou-se obrigatório e gratuito (7 a 10 anos), construíram-se novos liceus e criaram-se escolas técnicas (industriais, agrícolas e comerciais), para além das Universidades de Lisboa e Porto.
 
· Sociais – foram criadas leis de igualdade de direitos, instituído o divórcio e protecção tanto na velhice como na doença.
 
· Financeiras – tentativas de acabar com o défice, com resultados apenas em 1913 após restrições de despesas.  
 
· Protecção ao trabalhador – foi estabelecido o direito à greve, um dia de descanso semanal, um horário de 48 horas semanais para a maior parte dos trabalhadores ou 42 horas para bancários e empregados de escritório, criaram-se sindicatos e exigiu-se um seguro social aos trabalhadores.
 
· Laicização do estado – consiste na nacionalização dos bens da Igreja, interdição ao ensino religioso em escolas públicas e criação do registo civil obrigatório (nascimentos, matrimónios ou falecimentos).
 
 
 

Autor do mês de Outubro - 1 de outubro de 2018

                                                      Virginia Woolf

Nascida a 25 de Janeiro de 1882, no bairro londrino de Kensington, Virginia Stephen (nome de solteira) passou a infância numa mansão com os três irmãos, e tratada por sete criados.Virginia começa a escrever muito cedo, e com nove anos produz para uso da família, um jornal a que dá o título de Hyde Park Gate News. Dedicou-se a essa atividade por toda a sua vida.Além de romances, escreveu contos e muitas resenhas e ensaios críticos, distribuídos por diversas publicações periódicas.
Depois do falecimento de sua mãe, em 1895, Virginia teve seu primeiro colapso nervoso, que seria o precursor de várias perturbações psicológicas que a acompanhariam durante sua vida (inclusive transcrevendo-as para uma de suas obras, Mrs Dalloway).
Entre 1905 e 1907, lecionou redação e história em uma instituição de ensino noturno destinada a pessoas da classe operária. Em 1910 trabalha endereçando envelopes para a campanha em favor do voto feminino. Virginia foi, durante toda a vida, defensora da emancipação feminina, registrando suas ideias a respeito do assunto em dois livros de ensaios: A Room of One’s Own (Um quarto só seu) e Three Guineas (Três guinéus).
Em 1907 começou a trabalhar em seu primeiro romance, The Voyage Out (A Viagem), que só foi efetivamente publicado em 1915.

Em 1912 casou-se com Leonard Woolf, que acabara de chegar do Ceilão (que hoje é o Sri Lanka), onde trabalhou como funcionário da administração colonial.
Permaneceu casada com Leonard por toda a vida, e em 1917 funda com sua ajuda uma editora a Hogarth Press, que a partir de então passou a editar os livros do casal e muitos outros títulos importantes, incluindo a tradução britânica da obra de Freud.

Passa por inúmeras fases criativas, mesmo em meio a suas constantes perturbações, publicando inúmeras obras.

Em Outubro de 1928 Virginia deu conferências nas duas únicas faculdades da Universidade de Cambridge dedicadas à educação feminina (Newnham e Girton), que estão na essência de seu livro A Room of One’s Own, de 1929. Este livro trata da discriminação da mulher na sociedade e na literatura.

Em 1932 começou a escrever o último romance que publicou em vida, The Years (Os anos).

Os problemas de saúde de Virginia se agravaram de forma exponencial, e em 27 de Março de 1941 o casal viajou para outra cidade, a fim de conseguir uma consulta médica.No dia 28 Virginia sai de casa, deixando um bilhete para o marido.

No dia 18 de Abril seu corpo foi encontrado por algumas crianças, à beira do Rio Ouse. Estava com cinquenta e nove anos. No dia 21 de Abril realizou-se a cerimônia de cremação do corpo de Virginia Woolf, sendo o único a estar presente seu eterno companheiro Leonard Woolf, com quem viveu feliz por tantos anos quanto lhe foi possível.

 

 

Autor do mês Setembro - 17 de setembro de 2018

    MIA COUTO

       

                                       [Professor, Biólogo, Poeta e Escritor Moçambicano]

Mia Couto, de seu nome completo António Emílio Leite Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi jornalista. É professor, biólogo, e escritor.
Filho de portugueses que emigraram para Moçambique em meados do século XX, Mia nasceu e foi escolarizado na Beira. Com catorze anos de idade, teve alguns poemas publicados no jornal Notícias da Beira e três anos depois, em 1971, mudou-se para a cidade capital Lourenço Marques (agora Maputo). 
Iniciou os estudos universitários em medicina, mas abandonou esta área no princípio do terceiro ano, passando a exercer a profissão de jornalista depois do 25 de Abril de 1974. 
Trabalhou na Tribuna até à destruição das suas instalações em Setembro de 1975, por colonos que se opunham à independência.
Foi nomeado diretor da Agência de Informação de Moçambique (AIM) e formou ligações de correspondentes entre as províncias moçambicanas durante o tempo da guerra de libertação. A seguir trabalhou como diretor da revista Tempo até 1981 e continuou a carreira no jornal Notícias até 1985. Em 1983, publicou o seu primeiro livro de poesia, Raiz de Orvalho, que inclui poemas contra a propaganda marxista militante. Dois anos depois, demitiu-se da posição de diretor para continuar os estudos universitários na área de biologia.
Além de considerado um dos escritores mais importantes de Moçambique, é o escritor moçambicano mais traduzido. Em muitas das suas obras, Mia Couto tenta recriar a língua portuguesa com uma influência moçambicana, utilizando o léxico de várias regiões do país e produzindo um novo modelo de narrativa africana. Terra Sonâmbula, o seu primeiro romance, publicado em 1992, ganhou o Premio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995 e foi considerado um dos doze melhores livros africanos do século XX por um júri criado pela Feira do Livro do Zimbabué. Em 2007, foi entrevistado pela revista Isto É. Foi fundador de uma empresa de estudos ambientais da qual é colaborador. 
Muitos dos seus livros são publicados em mais de 22 países e traduzidos em várias línguas.
 

 

 

ANO LETIVO 2018/219 - 17 de setembro de 2018

                             INICIAMOS MAIS UM ANO LETIVO

Mais um ano letivo se inicia, novos trabalhos encontros e reencontros acontecem. Alguns pela primeira vez neste espaço com a chegada dos nossos alunos que passam a frequentar a nossa escola, iniciando pela primeira vez o 5.º ano de escolaridade. Bem vindos a todos... Vamos assim dar inicio ao trabalho. Novos conhecimentos, troca de ideias e experiências, todos juntos trabalhando fazemos a diferença, lado a lado todos os dias, crescemos juntos. Todos e cada um orientam-se para conseguir realizar os seus objetivos. Desejo a todos muito sucesso. Sejam felizes❤️ BOM ANO 

 

                    

 

Atividade: Como dar vida a uma história em BD - 28 de maio de 2018

  ATIVIDADE

 

                                      

 

Realizou-se no dia 23 de maio, um encontro com o ilustrador "Pascal". que ensinou aos alunos como ilustrar uma história em BD.
No dia 24 de maio realizou-se outra atividade "Oficina de B. D." para todos os alunos interessados em participar.
No dia 25 de maio, Workshop de BD com os alunos do 6.º C e 5.º A , que criaram uma BD a partir de uma história. 

Estes trabalhos serão expostos à entrada da Biblioteca.

Exposição de livros sobre o mesmo tema.

 

                                                                                                                          

                    

                                                                                                          

 

Autor do mês de Maio - 10 de maio de 2018

 Manuel António Pina

 

                           

Autor de livros para a infância e juventude e de textos poéticos, a sua obra apresenta uma grande coesão estrutural e reflete uma grande criatividade, exige do leitor um profundo sentido crítico e descodificador."Brincando" com as palavras e os conceitos, num verdadeiro trocadilho, Manuel António Pina faz da sua obra um permanente "jogo de imaginação", tal labirinto que obriga a um verdadeiro trabalho de desconstrução para se encontrar a saída.
Afirmou-se como uma das mais originais vozes poéticas na expressão pós-pessoana da fragmentação do eu, manifestando, sobretudo a partir de Nenhum Sítio, sob a influência de T. S. Elliot, Milton ou Jorge Luis Borges, uma tendência para a exploração das possibilidades filosóficas do poema, transportando a palavra poética "quer para a investigação do processo de conhecimento quer para a investigação do processo de existência literária" (cf. MARTINS, Manuel Frias - Sombras e Transparências da Literatura, Lisboa, INCM, 1983, p. 72). 
Transmissora de valores, muita da sua obra infantil e juvenil é selecionada para fazer parte dos manuais escolares, sendo também integrada em antologias portuguesas e espanholas.
Os seus textos dramáticos são frequentemente representados por grupos e companhias de teatro de todo o país e a sua ficção tem constituído o suporte de alguns programas de entretenimento televisivo, de que é exemplo a série infantil de doze episódios Histórias com Pés e Cabeça, 1979/80.
Como escritor, é autor de vários títulos de poesia, novelas, textos dramáticos e ensaios, entre os quais: em poesia - Nenhum Sítio (1984), O Caminho de Casa (1988), Um Sítio Onde pousar a Cabeça (1991), Algo Parecido Com Isto da Mesma Substância (1992); Farewell Happy Fields (1993), Cuidados Intensivos (1994), Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança (1999), Le Noir (2000), Os Livros (2003); em novela - O Escuro (1997); em texto dramático - História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas (1984), A Guerra Do Tabuleiro de Xadrez (1985); no ensaio - Anikki - Bóbó (1997); na crónica - O Anacronista (1994); e, finalmente, na literatura infantil - O País das Pessoas de Pernas para o Ar (1973), Gigões e Anantes (1978), O Têpluquê (1976), O Pássaro da Cabeça (1983), Os Dois Ladrões (1986), Os Piratas (1986), O Inventão (1987), O Tesouro (1993), O Meu Rio é de Ouro (1995), Uma Viagem Fantástica (1996), Morket (1999), Histórias que me contaste tu (1999), O Livro de Desmatemática e A Noite, obra posta em palco pela Companhia de Teatro Pé de Vento, com encenação de João Luís.
A sua obra tem merecido, frequentemente, destaque, tendo sido já homenageado com diversos prémios, como, por exemplo, o Prémio Literário da Casa da Imprensa, em 1978, por Aquele Que Quer Morrer; o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens e a Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, em 1988, por O Inventão; o Prémio do Centro Português de Teatro para a Infância e Juventude, em 1988, pelo conjunto da obra; o Prémio Nacional de Crónica Press Clube/Clube de Jornalistas, em 1993, pelas suas crónicas; o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários, em 2001, por Atropelamento e Fuga; e o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava e o Grande Prémio de Poesia da APE/CTT, ambos pela obra Os Livros, recebidos em 2005. Em 2011 foi-lhe atribuído o Prémio Camões. Já a título póstumo foi ainda galardoado com o Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes, pelo livro «Como se Desenha uma Casa», e com o Prémio Especial da Crítica dos Prémios de Edição Ler/Booktailors 2012, pelo livro Todas as Palavras – Poesia Reunida.
 
Manuel António Pina. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
 
 
 
 

Comemoração do vigésimo aniversário da Escola - 26 de abril de 2018

A Biblioteca da Escola, participou nas comemorações do seu vigésimo aniversário com uma exposição alusiva ao tema: "A evolução da Biblioteca ao longo do tempo".
Assim ilustram as imagens seguintes.

 

   

 

                  

 

Comemoração na Biblioteca sobre o dia 25 de Abril - 26 de abril de 2018

Vinte e cinco de abril de 1974

Exposição de algumas imagens que ilustram este acontecimento

25 de Abril de 1974. De madrugada, militares do MFA ocuparam os estúdios do Rádio Clube Português e, através da rádio, explicaram à população que pretendiam que o País fosse de novo uma democracia, com eleições e liberdades de toda a ordem. E punham no ar músicas de que a ditadura não gostava, como Grândola Vila Morena, de José Afonso.
Ao mesmo tempo, uma coluna militar com tanques, comandada pelo capitão Salgueiro Maia, saiu da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e marchou para Lisboa. Na capital, tomou posições junto dos ministérios e depois cercou o quartel da GNR do Carmo, onde se tinha refugiado Marcelo Caetano, o sucessor de Salazar à frente da ditadura.
Durante o dia, a população de Lisboa foi-se juntando aos militares. E o que era um golpe de Estado transformou-se numa verdadeira revolução. A certa altura, uma vendedora de flores começou a distribuir cravos. Os soldados enfiavam o pé do seu cravo no cano da espingarda e os civis punham a flor ao peito. Por isso se falava de Revolução dos Cravos. Foram dados alguns tiros para o ar, mas ninguém morreu nem foi ferido.
Ao fim da tarde, Marcelo Caetano rendeu-se e entregou o poder ao general Spínola, que, embora não pertencesse ao MFA, não pensava da mesma maneira que o governo acerca das colónias.
Um ano depois, a 25 de Abril de 1975, os portugueses votaram pela primeira vez em liberdade desde há muitas décadas.

 

  


CREM - Centro de Recursos Educativos e Multimédia