A Comissão Europeia quer que os Estados-Membros melhorem a sua cooperação para tornar os sistemas escolares mais adequados às necessidades dos alunos e dos empregadores da Europa do conhecimento do futuro. De acordo com a Comunicação da Comissão «Melhorar as Competências para o Século XXI: Uma Agenda para a Cooperação Europeia nas Escolas», apresentada hoje, serão necessárias mudanças, por vezes radicais, para que as escolas possam preparar plenamente os jovens para a vida neste século.
A Comissão propõe uma agenda, em três áreas:
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Dar a todos os alunos as competências de que necessitam para a vida. Isto inclui: melhorar os níveis de leitura, escrita e cálculo; reforçar as competências «aprender a aprender» e modernizar os currículos, os materiais didácticos, a formação dos professores e os métodos de avaliação em conformidade;
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Garantir uma aprendizagem de alta qualidade a todos os estudantes. Nomeadamente: generalizando o ensino pré-escolar; melhorando a igualdade nos sistemas escolares; reduzindo o abandono escolar precoce e melhorando o apoio dado nas escolas oficiais aos alunos com necessidades especiais;
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Melhorar a qualidade do pessoal docente e não docente. Nomeadamente: desenvolvendo e garantindo uma melhor qualidade da formação dos professores; assegurando um recrutamento de professores mais eficaz e ajudando os dirigentes escolares a centrarem-se na melhoria da aprendizagem.
O ensino escolar é cada vez mais considerado um elemento essencial para garantir o desenvolvimento dos Estados-Membros e alcançar os objectivos da Estratégia de Lisboa para o Crescimento e o Emprego. Mas os progressos registados, de acordo com os valores de referência fixados para a literacia, a redução do abandono escolar precoce e a melhoria da participação nas escolas, têm sido decepcionantes.
Os «nossos sistemas escolares têm de se adaptar, se pretendem fornecer aos jovens novas competências para os novos empregos» declarou o Comissário Ján Figel, «porque precisamos de preparar os nossos jovens para empregos que podem ainda nem existir». E acrescentou «Aliás, o sucesso escolar dos alunos determina grandemente as oportunidades que terão mais tarde na vida, pelo que devemos eliminar algumas das desigualdades existentes para tornar as nossos sistemas escolares mais eficientes e eficazes. Estamos a incentivar os Estados-Membros a trabalharem juntos neste sentido».
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